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PAC


Processamento Auditivo Central (PAC)

 O que é o PAC?

Quando os ouvidos detectam o som, o estímulo auditivo percorre as estruturas do sistema auditivo periférico até chegarem ao sistema auditivo nervoso central, que se estende desde o tronco cerebral até os lobos temporais do córtex cerebral. O estímulo auditivo percorre as vias neurais onde  toda a informação recebida é processada, permitindo determinar a direcção do som, identificar o tipo de som, diferenciá-lo dos ruídos de fundo e interpretar o som, a fim de atribuir-lhe algum significado.

O PAC é formado por processos que necessitam de um bom funcionamento das estruturas do sistema nervoso central. Uma simples disfunção nessas vias auditivas leva o indivíduo a não conseguir interpretar ou analisar o som adequadamente, já que essas competências dependem do correcto funcionamento das vias auditivas periféricas e centrais.

As etapas funcionais do PAC são: detecção do som, discriminação do som, reconhecimento, localização da fonte sonora e compreensão do som. Processos estes que também estão ligados às funções cerebrais como atenção e memória. 

O que é a Perturbação do Processamento Auditivo Central (PPAC)?

É uma distunção da audição, na qual o indivíduo apresenta dificuldades em  perceber, discriminar, memorizar, reconhecer ou compreender informações apresentadas auditivamente. Estas dificuldades podem existir mesmo na presença de um audiograma com resultados normais. Esta definição foi expandida de maneira a incluir os efeitos que a perda auditiva periférica pode acarretar futuramente para o distúrbio de processamento auditivo (Jerger e Musiek, 2000)

Como avaliar o PAC? 

  http://www.google.com.br/images/cleardot.gifDe acordo com a ASHA (American–Language-Speech-Hearing Association), o processamento auditivo deve ser avaliado levando-se em conta aspectos como a localização sonora, a lateralização, a discriminação, o reconhecimento e a temporalidade (aspectos da percepção temporal).

O objectivo da avaliação do processamento auditivo central é medir a capacidade do indivíduo em reconhecer sons verbais e não verbais em condição de escuta difícil. Desta forma, pode-se inferir sobre a capacidade do indivíduo de acompanhar a conversação em ambientes desfavoráveis; determinar as competências auditivas, ter um parâmetro de medida quantitativo da qualidade da audição e contribuir no diagnóstico e no tratamento de diversos transtornos da comunicação oral e escrita (Nunes, 2009).

A avaliação é um procedimento que necessita de equipamento específico (cabina acústica, audiômetro adequado, e software para testes específicos). Normalmente esta é realizada após a avaliação do otorrinolaringologista e deve ser realizada por um audiologista com experiência nesta área. Para complementação dos testes comportamentais, podem ser realizados testes electro-fisiológicos com medição dos Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Cerebral e em alguns casos, exames com imagem (ressonância magnética, tomografia computadorizada).

Podem ser realizadas provas objectivas (Auditory Brainstem ResponseABR ou Audiometria de Tronco Cerebral) ou em alguns casos por imagem (ressonância magnética, tomografia, etc).

 Há tratamento?

Após o diagnóstico da PPAC através de um conjunto de testes específicos, proceder-se-á à elaboração do plano de Treino Auditivo (TA).

O TA é um conjunto de estratégias utilizadas para desenvolver e/ou estimular as competências auditivas, as quais são necessárias para a compreensão da fala e dos estímulos sonoros que nos rodeiam.

O TA é indicado para melhorar a função do sistema auditivo na resolução dos sinais acústicos.

O processo de treinamento baseia-se na capacidade neuronal de modificar-se perante a estimulação (plasticidade neuronal), através de prática de determinada competência ou exposição frequente a um estímulo.

A Partir dos resultados da avaliação do PAC, o plano do TA poderá ser elaborado a fim  de estimular as competências auditivas disfuncionais. Além disso, trabalham-se outras competências cognitivas como a atenção e a memória.

Neste plano estão normalmente integradas actividades para o desenvolvimento das competências linguísticas específicas, assim como estratégias metacognitivas e metalinguísticas.

Além do trabalho terapêutico, é adequado que sejam feitas propostas de modificações ambientais que tenham como objectivo promover uma melhor escuta. 

Quais são as principais características do PAC?

Como identificar?

O indivíduo que apresenta PPAC geralmente tem dificuldades na compreensão da fala – essa dificuldade em entender piora na presença de ruído competitivo, fala rápida e outras situações acústicas adversas. Ele também apresenta dificuldade em executar instruções orais, o que pode interferir também na sua capacidade de aprender.

Principais queixas:

“É distraído.”

“Só ouve o que quer.”

 “Precisa de ser chamado várias vezes.”

“Não gosta de estar em locais ruidosos, faz-lhe confusão.”

“Não compreende com facilidade e pede para repetir.”

“Dificuldade de dar recados ou contar uma história.”

“Confunde a ordem dos factos ou não compreende uma história ou anedota com duplo sentido.”

“Apresenta dificuldades na fala e articulação de alguns fonemas.”

“Não presta atenção à professora.”

“Dificuldades na leitura e escrita.”

 “Tem dificuldade em pronunciar o /r/ e o /l/.”

 “Demora muito para conseguir aprender a ler e a escrever.”

“Troca muito as letras na escrita.”

“Não consegue entender correctamente os textos que le.”

“Tem dificuldade em memorizar as coisas.” 

 

Este problema é familiar a si?

O Encantado possui uma equipe de profissionais experientes na avaliação do PAC e no tratamento da PPAC.

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USC-UTAD SOLUTIONS CONSULTING @ Sarah Rego